Aí eu sentei perto da fogueira.
Ainda antes uma fagulha tinha ido alto, nada de mais,
mas surpreendente.Analizando pelo meu misticísmo "perna torta" fosse talvez um sinal de elavação, agora sendo mais careta, foi lindo.
Os cantos dá noite se misturavam em tons alegres e pueris.Além dá afinidade dos rostos presentes, pareciam que todos estavam além dos dias passados, ou pelo menos não se ouviu falar sobre futebol ou qualquer assunto relacionado à Copa (desculpe acabar com esse encanto e ressaltar a dita).
Era só um jardim, era só uma salinha de reboco, eram só quitutes juninos, era só um dia dá semana.Era só um encontro, eram só despedidas, era só uma dança, era só outra dança.Era só!Era só dá cozinha pra sala, dá fogueira pro quentão...
Eu me sentia tão seguro naquele tarde da noite que podia mover as minhas outras duas pernas.E dançar com meus quatro braços e mecher meus oito narizes!
Mas ilusões à parte os minutos passava como sempre e logo o cotidiano do monótono domingo roubaria a cena, o jardim, a fogueira, os violões, e a canjica que eu não comi porque eu pensei que era arroz-doce e eu odeio arroz-doce.Eu adoro canjica!Você sabe fazer?Sem leite, depois que eu parei de tomar leite minha falecida vó mudou seu costume de décadas e passou a fazer uma saborosa canjica sem leite!
É engraçado, tenho a sensação de que muitos vivem nos anos oitenta, outros na década de quarenta, outros pararam no big-bang, e outro ainda são dinossauros(desastrozamente)!Os índios dizem que o homem urbano fala muito.Eles,acho eu, que não vivem em décadas, ou se vivem a diferença é que eles param dois meses em comemorações quando as crianças se tornam adolescentes!
Aí, eu lá na fogueira com o meu cocar, minha lança e meu cavalo marinho, os olhos salgados de ver-te, imprimindo as folhas dos meus sonhos não sabia o que vinha depois de depois.Perfiri não dizer qualquer aventura de idéia que sería uma das fagulhas da fogueira, só que cinza e caída pro chão.
E assim foi aguela fogueira, e assim fiquei e depois...