sexta-feira, 3 de julho de 2009

Rei-de-Copas


Eu vejo que posso ver
O que não posso não vejo
Persevejos,Eu olho com meus olhos
Quando estão fechados não vejo
Mas quando olho, olho com os olhos bem abertos
e quando estão fechando já vou amando o sonho que posso ter
a mando do meu inconciênte que supervisiona o meu eu o tempo todo
me fazendo de pião no jogo em que eu sou o Rei-de-Copas
Na sala ou no telhado, no quase-quase do outro cômodo eu também não me incomodo
De qualquer modo eu sempre soube usar o quintal e tal e etc e contudo, portanto já sei que nada sei do que você não sabe...Como aquele rock dos anos oitenta ou setenta "você não sebe de nada, você não sabe de nada..."
Nada na nata do leite
Nada na nata da sossait
Nada onde tudo é constânte.

Pra Vocês

Pra vocês eu espero que façam um bom filme
Tentem usar as luzes das estrelas se for possível
Se não for paciência, o Lenine que a diga
Que tal uma cena na passagem de pedestres
Ou um take em frente a uma lanchonete/bar/balada da nova geração intelécto cult
Novas Claras a ver books, novos Jimes hollywood,

...as gaivotas da gaveta com suas silhuetas arenosa insistiam a procurar-se no céu dos meus versos...naqueles de remorsos, no dorso dos meus ossos viam que posso mesmo no poço esticar meu pescoço e ver o sol nascer, a hora que for...micídas ou clotildes.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Outras Luzes

De volta ao começo do vocabulário
de volta ao dicionário
o Jonh é de outra volta
E eu voltei ao início
Sem nenhum desperdício de tempo
Aves ao vento
E outras luzes brilham no espaço ao seu lado
Quando eu chegar molhado, calado de te ver chorar
E eu bêbado de b a ba
Lá na ponta quadrada de um triângulo
Num sertão distânte
Serões de D.Benta
E os vãos da minha ausência
Os vagões do metrô
Fantasma-Tropicalista e
Como é chato escrever as vezes!

terça-feira, 2 de junho de 2009

FOGUEIRA

Aí eu sentei perto da fogueira.

Ainda antes uma fagulha tinha ido alto, nada de mais,

mas surpreendente.Analizando pelo meu misticísmo "perna torta" fosse talvez um sinal de elavação, agora sendo mais careta, foi lindo.

Os cantos dá noite se misturavam em tons alegres e pueris.Além dá afinidade dos rostos presentes, pareciam que todos estavam além dos dias passados, ou pelo menos não se ouviu falar sobre futebol ou qualquer assunto relacionado à Copa (desculpe acabar com esse encanto e ressaltar a dita).

Era só um jardim, era só uma salinha de reboco, eram só quitutes juninos, era só um dia dá semana.Era só um encontro, eram só despedidas, era só uma dança, era só outra dança.Era só!Era só dá cozinha pra sala, dá fogueira pro quentão...

Eu me sentia tão seguro naquele tarde da noite que podia mover as minhas outras duas pernas.E dançar com meus quatro braços e mecher meus oito narizes!

Mas ilusões à parte os minutos passava como sempre e logo o cotidiano do monótono domingo roubaria a cena, o jardim, a fogueira, os violões, e a canjica que eu não comi porque eu pensei que era arroz-doce e eu odeio arroz-doce.Eu adoro canjica!Você sabe fazer?Sem leite, depois que eu parei de tomar leite minha falecida vó mudou seu costume de décadas e passou a fazer uma saborosa canjica sem leite!

É engraçado, tenho a sensação de que muitos vivem nos anos oitenta, outros na década de quarenta, outros pararam no big-bang, e outro ainda são dinossauros(desastrozamente)!Os índios dizem que o homem urbano fala muito.Eles,acho eu, que não vivem em décadas, ou se vivem a diferença é que eles param dois meses em comemorações quando as crianças se tornam adolescentes!

Aí, eu lá na fogueira com o meu cocar, minha lança e meu cavalo marinho, os olhos salgados de ver-te, imprimindo as folhas dos meus sonhos não sabia o que vinha depois de depois.Perfiri não dizer qualquer aventura de idéia que sería uma das fagulhas da fogueira, só que cinza e caída pro chão.

E assim foi aguela fogueira, e assim fiquei e depois...

domingo, 31 de maio de 2009

Dois


















Entrela e eu,
Estrela estréla no céu
de papel,
Fazemos Rapel ao Léo,
Mergulhamos no Marmariana...

No assoalho descascamos nossa dança, na sola do pé, num imenso carnaval, nas alturas da Paz
Nem um verso a mais,
Nem a menos
Um beijo
Dois

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Segredos


(letra de música de Chico de Abreu)

Eu não guardo segredo
Não empresto meus dedos
Não sou feito de aço
Eu só quero um abraço
Não me conte lamento
Nenhum sofrimento
Coisa triste ou fofoca
Que venha meu corpo desequilibrar

Sou cabra-da-peste
Do sertão trago a rima
Tapioca de côco, Pirão , Vatapá
Mas não pise em meu calo
Nem me fale de intriga
Que não sou delegado e não vou lhe jugar

quinta-feira, 7 de maio de 2009


O que o índio fez quando viu o Robocop?Tentou acertar uma flecha nele, a flecha caiu intacta no chão! O que o Robocop fez quando viu um índio, o esmiuçou em seu tiros cybernéticos!O índio antes de morrer sentiu uma profunda tristeza por sua flecha perdida, nem se percebia morrendo diante de sua flecha. Toda vez que em sua oca com penas de pavão ele lustrava sua flecha, a colocava em direção da lua e mirava sua pontaria, sempre a meia-noite. Robocop não fazia distinção da noite e do dia.Apenas ficava acordado...